Se o otimismo apresentado pelo pessoal envolvido for confirmado na
vida real, em breve os smartphones poderão ficar mais baratos no Brasil.
Espera-se uma redução de até 35% nos impostos.
Na segunda-feira o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, falou num evento da Oi no RJ:
“É fundamental desonerar os smartphones. A internet móvel está
aumentando muito. Por exemplo, de janeiro do ano passado a abril desse
ano, o consumo aumentou em quase 150%. Apenas em 2011, o uso aumentou
340%. Se baratearmos esses aparelhos, originando preços mais acessíveis a
uma grande parte da população, o aumento será ainda mais expressivo.
Por isso vamos continuar com o esforço a fim de desonerar alguns
tributos.”
As dificuldades de redução não dependem apenas da esfera federal, já
que um dos grandes vilões no imposto é um estadual: o ICMS. Sobre ele
nada mudará tão cedo.
Conforme matéria da Globo
são esperados smartphones com Android entre R$ 380 e R$ 400 até o final
do ano, embora o valor divulgado tenha sido bastante vago - não cita
quais modelos nem especificações cairão nessa faixa de preço, por
exemplo. Parece ter sido um equívoco comentar que os modelos custarão
entre estes valores, dada a fala do ministro:
"Nós já temos modelos avançados de smartphones, com touchscreen e
sistema Android, que podem ser comprados por preços que vão de R$ 380 a
R$ 400. Com a opção de compra parcelada e o crescimento do poder
aquisitivo, acreditamos que as vendas podem ser muito estimuladas"
Alguns Androids baratos já se encontram nessa faixa há um bom tempo,
mas são modelos básicos. Cortar 35% de imposto nos modelos que custam a
partir de R$ 1000,00 será algo interessante, mas difícil de acreditar na
prática enquanto forem apenas promessas.
Numa nota relacionada a telefonia, o governo prepara redução de 4200
áreas de DDD no país para apenas 67. Hoje há muitas cidades com mesmo
DDD, ou DDDs próximos, em que as ligações são tarifadas como
interurbano. No novo modelo ficariam os mesmos 67 DDDs existentes, mas a
cobrança de interurbano só se daria ao ligar para telefones com DDD
diferente. O ministro acredita que as operadoras perderão diretamente
cerca de R$300 milhões por ano, mas ganharão indiretamente com o maior
volume de ligações. Há várias outras alterações
previstas nas regras de comunicação no Brasil, incluindo o
compartilhamento obrigatório das redes entre operadoras em vez de
deixá-las ociosas.
Via: Hardware
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