A Microsoft anunciou recentemente a versão 11 do Visual Studio, seu ambiente de desenvolvimento de aplicativos para Windows, Windows Phone e Azure.
Tradicionalmente o Visual Studio tem edições comerciais e a Express,
esta gratuita. A edição Express sempre teve um papel muito importante no
desenvolvimento de aplicativos para Windows, já que é gratuita e
facilita a entrada de diversos desenvolvedores no ramo, tanto
entusiastas como profissionais. Mas no Visual Studio 11 há um grande
limitador: a edição Express para Windows 8 só servirá para criar apps
Metro.
A mudança é terrível,
já que tirará a capacidade de vários desenvolvedores que não optam por
pagar pelas versões completas. O objetivo da MS parece ser tentar forçar
a criação de apps Metro, mas desta forma fica bem ruim.
As edições Express do Visual Studio 2010 continuarão disponíveis,
aliviando um pouco a barra, já que elas permitem a criação de apps
desktop normalmente - até porque foram lançadas bem antes do Windows 8
sequer ter forma.
A médio e longo prazo o objetivo é disponibilizar ao público o maior
número possível de apps Metro, desviando a atenção do desktop. No
momento fica difícil prever a recepção. Os apps Metro rodam num sistema
isolado e só poderão ser redistrubuídos pela loja oficial. Da mesma
forma que trazem mais segurança, eles restringem o alcance e o poder dos
desenvolvedores.
Por enquanto a situação ainda será tranquila: dá para usar o Visual
Studio 2010 Express ou qualquer outra ferramenta de desenvolvimento de
terceiros (como as da Borland/Embarcadero, o Lazarus/FPC, etc). O que dá
medo é do futuro, já que todo o modelo de desenvolvimento para Windows
parece concentrado no Metro daqui para frente. Um estilo ainda em
estágio inicial e que não mostra aproveitar todo o potencial que um app
desktop pode ter. Sem contar a experiência: usar um app Metro no desktop
com um teclado e mouse ainda causa uma sensação muito estranha, onde
grandes porções da tela são desperdiçadas... O jeito é aguardar para
ver.
Via: Hardware
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