quinta-feira, 31 de maio de 2012

Versão LTE do Galaxy S III adota o Qualcomm Krait e 2 GB de RAM

Embora a versão global do Galaxy S III venha com um SoC de fabricação própria, o Exynos 4 Quad, a versão LTE do aparelho, destinada a mercados específicos como o Japão, Canadá e EUA adota uma configuração bem diferente, com um SoC Qualcomm Snapdragon S4 MSM8960 dual-core, que combina dois núcleos Krait operando a 1.5 GHz.

A mudança surgiu devido ao fato de a Samsung no momento não possuir um SoC com um módulo LTE integrado. Naturalmente, poderiam muito bem combinar o Exynos 4 Quad com um módulo LTE externo, mas isso elevaria o custo do aparelho, sem falar na redução na autonomia da bateria. Adotando o chip da Qualcomm a Samsung cnseguiu manter ambos os fatores sob controle.

O Krait é uma versão modificada do Cortex A9 desenvolvida pela Qualcomm. Ele oferece um desempenho por núcleo sutilmente superior à versão usada pela Samsung e o MSM8960 oferece um consumo relativamente modesto devido à técnica de produção de 28 nm, compensando o consumo adicional introduzido pelo uso do LTE.

A frequência de operação adotada pela Samsung também é um pouco superior, 1.5 GHz contra os 1.4 GHz do Galaxy S III internacional, mas não podemos esquecer de que se trata de um SoC dual-core, e não quad-core como o usado na versão internacional. Acabamos então tendo a velha comparação entre um aparelho com um chip dual-core com um pouco mais de processamento por núcleo e operando a uma frequência ligeiramente superior, que leva vantagem em aplicativos single-thread e que fazem uso leve de multiprocessamento e outro com um chip quad-core operando a uma frequência ligeiramente inferior, que ganha em processamento bruto e em multitarefa.

Para adoçar a oferta, a Samsung optou por aumentar a RAM na versão LTE, oferecendo 2 GB completos, cortesia de um chip da própria Samsung montado diretamente sobre o SoC. Apesar de parecerem um exagero à primeira vista, os 2 GB são realmente uma vantagem, já que permitem que o aparelho mantenha mais aplicativos carregados na memória simultaneamente, melhorando um pouco a fluidez do sistema (por permitir que mais aplicativos fiquem carregados diretamente na memória) e aumenta sutilmente a autonomia da bateria, por evitar que o sistema precise ficar abrindo e fechando aplicativos. Em resumo, não é uma vantagem crucial, mas não deixa de ser uma evolução.


Naturalmente, não podemos esquecer que a grande diferença entre os dois aparelhos não reside na performance do SoC mas sim no uso do LTE, que é um salto geracional em relação ao 3G que ainda usamos no Brasil. A rede da Verizon, nos EUA, por exemplo, oferece taxas de download consistentemente na casa dos 10 a 30 megabits, com latências na casa dos 100 ms, que se não fossem pelas quota de tráfego seria preferível à maioria dos planos ADSL. Qualquer usuário móvel que se preze preferiria ter acesso a uma rede de dados mais rápida do que um aparelho com um pouco mais de processamento. 

A adoção do LTE no Brasil foi retardada pelos grandes investimentos em estrutura 3G feitas pelas operadoras nos últimos anos, mas espera-se que os primeiros focos de cobertura estejam funcionando a tempo da copa do mundo, pelo menos nas capitais que sediarão os jogos. Quando ele finalmente chegar, teremos mais uma rodada de upgrades nos aparelhos. Por sinal, os smartphones já estão representando uma fatia considerável da classe média, superando de longe os gastos com desktops e notebooks. Com aparelhos cada vez mais caros e upgrades cada vez mais frequentes isso tende a apenas aumentar. 

Via: Hardware

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