Os netbooks continuam sendo os patinhos feitos no que diz ao desempenho. Mesmo com o lançamento do Cedar Trail, pouco muda em relação ao desempenho, já que ele continua mantendo a mesma arquitetura básica com dois núcleos e clocks similares aos chips atuais. As únicas grandes melhorias são a inclusão de decodificação de vídeo 1080p H.264 via hardware, uma GPU mais rápida e um consumo elétrico mais baixo. Em termos de processamento bruto, os netbooks baseados no Atom de 2012 não serão muito diferentes dos de 2011.
Por outro lado, os netbooks vêm ganhando em outra frente igualmente importante que é o preço. Já temos modelos no mercado se aproximando da casa dos 200 dólares nos EUA e R$ 600 no Brasil, o que é mais barato que um tablet de qualidade, mantendo a flexibilidade em relação a sistemas, aplicativos e periféricos que um PC oferece, sem falar na boa e velha combinação de teclado e trackpad ou mouse USB.
A mudança no mercado tem levado também a uma outra tendência, que é a aproximação entre os netbooks e os ultrabooks, uma mudança natural, já que a melhor forma de valorizar um produto de US$ 300 é fazer com que ele se pareça com um de US$ 1000.
As normas estritas da Intel em relação ao Atom dificultam esta proximidade, por isso muitos fabricantes estão optando por criar designs baseados na plataforma Brazos da AMD, que permite uma flexibilidade maior em relação aos formatos. Um bom exemplo desta nova safra é o Eee PC 1225B, que oferece uma tela de 11.6:
Ele é baseado no Fusion E450 dual-core de 1.65GHz (ou no C60 de 1.0GHz, de acordo com a versão), com uma GPU Radeon HD 6320, 2 ou 4 GB de memória DDR3, HD magnético de até 750 GB e uma bateria de 6 células e 56Wh, com uma autonomia prometida de até 6 horas. As portas incluem saída HDMI e uma porta USB 3.0, complementando as duas USB 2.0 e leitor de cartões.
Ele oferece uma configuração bastante superior à maioria dos netbooks, com um peso total de 1.44 kg, que ainda está dentro do portável. O preço de lançamento na Europa é de €349. Em uma conversão direta isso daria cerca de US$ 460, mas vale lembrar que os impostos na Europa são muito mais altos que nos EUA, e normalmente os produtos acabam custando aproximadamente o mesmo em dólares que eu Euros quando são finalmente lançados por lá. Se a tendência se manter, é bem provável que ele custe na casa dos R$ 1000 por aqui.
Em resumo, temos um melhor desempenho, uma tela maior e um teclado mais confortável em troca de um pequeno aumento no preço e no peso. Embora não seja perfeita, essa combinação é um bom meio termo entre os netbooks e os ultrabooks, que pessoalmente considero bastante interessante.
Fonte: www.hardware.com.br
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