Depois de praticamente uma década a Mozilla atualizou sua licença para projetos open source: a MPL (Mozilla Public License). Desenvolvedores de projetos livres podem se interessar pela nova licença, que foi simplificada nesta versão 2.0.
Muita coisa redundante e/ou inútil para uma licença open source foi removida. Em essência ela continua a mesma, só que aborda algumas coisas atuais numa linguagem mais natural, ficando mais a par com as leis de copyright.
A leitura da MPL ficou mais simples e direta, o que deve agradar os entusiastas de projetos baseados nela. De qualquer forma são raros os usuários finais que lêem os termos de uso ou licenciamento (tanto de software proprietário como livre), mas eles são importantes, já que definem o que pode e o que não pode ser feito com o código e com os arquivos.
Para projetos grandes ou com licenças extras não deve existir preocupação, já que a MPL 2.0 continua compatível com as licenças Apache e GPL. Isso facilita o reaproveitamento de código e mistura de projetos. E como não poderia deixar de ser, ela é aprovada pela Open Source Initiative (um reconhecimento que pode ajudar em algumas situações).
Os termos prometem ainda oferecer uma certa proteção aos desenvolvedores: outros colaboradores da comunidade poderão defender colegas de projeto em processos ou disputas relacionadas a patentes, algo mais próximo de outras licenças livres.
Quem quer ir mais a fundo pode ver a lista de modificações, ou melhor, ir direto para o texto da licença.
Famosos produtos da Mozilla, como o Firefox e o Thunderbird, são distribuídos com base na MPL e as futuras versões deverão ser atualizadas para esta 2.0. Ela rege os direitos sobre a redistribuição e uso do código, mas não trata de proteger marcas, logotipos ou outros itens, algo que normalmente depende de registros específicos nos países em que o software for distribuído.
Fonte: www.hardware.com.br
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