quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Facebook e seus problemas de privacidade (ou falta dela)

O Facebook tem sido alvo de inúmeras críticas sobre seus métodos para lidar com a privacidade dos usuários. Depois de muitas reclamações aqui e ali, um acordo com o FTC (Comissão Federal de Comércio) dos Estados Unidos promete colocar um fim nas dúvidas.

Google e Twitter também já passaram por problemas parecidos, ambos também em acordo com o FTC. O acordo com o Facebook garante, ao menos em teoria, que os controles de privacidade no site serão seguidos à risca sem desrespeitar as opções dos usuários. Uma das maiores queixas foi uma alteração nas políticas de privacidade em 2009, que acabou expondo dados de muitas pessoas. Dados simples, como a lista de amigos, mas que poderiam comprometer os usuários de alguma forma sem que eles estivessem esperando. A partir de agora as novas mudanças nas políticas de privacidade deverão ter aprovação explícita dos usuários - isso garante que pelo menos as configurações atuais sejam mantidas, sem expor nada em uma eventual mudança no site.

Mark Zuckerberg fez um longo post no blog oficial do Facebook comentando o acordo com o FTC, reafirmando a responsabilidade da empresa.

Como parte do acordo, auditores independentes irão verificar se as medidas de privacidade estão sendo aplicadas pelos próximos 20 anos. Apesar de não ter recebido multa agora, esse recurso poderá ser usado, se necessário.

Ainda atrás do Facebook está a Comissão Europeia. Ela questiona e quer interromper a maior fonte de lucro da rede social, que são os anúncios bem direcionados.

Anunciantes podem criar propagandas voltadas a determinados grupos de pessoas, identificando por exemplo o sexo e idade, entre outros dados do perfil, como religião ou preferência politica. É um esquema bem "social". Algumas propagandas recebem maior atenção quando foram curtidas por amigos, ampliando o poder de interesse dos usuários - e, consequentemente, os lucros. Para a Comissão Europeia isso está errado: o Facebook não deveria "vender" dados privados dos usuários para terceiros. O grupo alega que não vende tais dados, e que o sistema funciona coletivamente, sem identificar os usuários para os anunciantes.

Muita coisa ainda deve rolar nessa história, mas pelo menos o acordo significa mais cuidado da parte dos produtores do site. Ultimamente o grupo tem desenvolvido diversas melhorias nos controles de privacidade, algo que pode ser percebido facilmente na interface - desde as telas de configuração, na versão mobile até o simples campo de atualização de status.

Fonte: www.hardware.com.br

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