Agora que o Facebook conseguiu finalizar a aquisição do WhatsApp por uma cifra nada modesta de US$ 22 bilhões (pois é, como se não bastasse a negociação ser absurda os valores ainda escalaram nesse meio tempo),
o passo mais óbvio seria aquele que muita gente teme: monetizar a
plataforma. Surpreendentemente, Mark Zuckerberg declarou que não há
planos a curto prazo para fazê-lo.
O modelo atual de monetização do WhatsApp, que cobra US$ 1/ano dos usuários (em tese, a cobrança frequentemente é adiada)
não é dos mais lucrativos e a startup já havia adiantado que não
pretendem inserir ads no serviço. Só que depois de investir tanta grana,
ninguém acreditava que Zuck não tentaria introduzir alguma forma de
monetização. A declaração do executivo mostra que por enquanto os
usuários podem permanecer tranquilos, pois não terão que lidar com
montanhas de propagandas ou um súbito aumento do valor da aplicação. Só
que Zuck não faz isso por caridade.
Não é como se Zuckerberg não queira fazer dinheiro, mas ele preza o
acesso aos dados dos usuários muito mais do que qualquer forma de
monetização. A base instalada do WhatsApp é GIGANTE, cerca de meio
bilhão de pessoas o utilizam por mês. A quantidade de informações,
fotos, vídeos, lugares e outros dados compartilhados entre os contatos e
que evidentemente são coletados é o principal motivo que levou à
aquisição do app, e o Facebook tem seus meios para fazer uso dessas
informações sem ter que chatear o usuário. Não que Zuck não gostaria de
desenvolver um método de monetização que se adeque ao app, mas ele não
quer arriscar introduzir um feature que cause a fuga em massa dos
usuários, principalmente para seu concorrente direto Viber.
Claro, como o CEO bem disse “não há planos a curto prazo”, o que não
significa que o Facebook não esteja estudando uma forma de fazer com que
o WhatsApp renda uns trocados a mais.
Via: Meiobit
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