Há um ano no ar, a rede social Passei Direto atingiu uma
marca que deixaria Mark Zuckerberg um pouco enciumado. Atualmente, com
mais de dois milhões de usuários, a startup fundada pelos cariocas
Rodrigo Salvador, 25, e André Simões, 27, tem abocanhado um amplo e
expansivo mercado: o dos universitários.
Focada exclusivamente no público acadêmico, a plataforma é
gratuita e colaborativa. São os próprios usuários responsáveis por
publicar o conteúdo e compartilhá-lo. Nela, estudantes podem tirar
dúvidas em tempo real, debater assuntos de qualquer disciplina e curso, e
sem limitações físicas, já que seus usuários podem interagir com outros
colegas de qualquer universidade do País.
“O Brasil tem um mercado universitário enorme.
Basicamente, você tinha um grande público na Internet para estudar, mas
sem um canal próprio. E a gente criou um lugar para fazer isso da forma
mais bacana possível”, define Rodrigo Salvador. Ao lado do sócio André
Simões, Rodrigo deu o pontapé em um negócio que surgiu de uma
necessidade diária, a de encontrar conteúdo qualificado para reforçar os
estudos e de forma prática.
A versão beta da plataforma saiu em 2012, mas foi só um
ano depois que a empresa lançou-a oficialmente. Hoje, além de uma base
de usuários crescente, o escritório da Passei Direto, localizado no Rio
de Janeiro, conta com uma equipe de 26 funcionários e dois investidores.
Aos 25 anos, Rodrigo se encontra em sua segunda graduação.
Segundo ele, ser o seu próprio público alvo é também um dos trunfos da
rede social que co-criou. “O estudo era muito restrito a sala de aula.
Eu queria uma sala de aula sem barreiras e só a Internet possibilita
isso”, resume.
Além da rede social, a Passei Direto lançou recentemente
um spin-off com o objetivo de auxiliar seus usuários a encontrarem um
emprego, uma espécie de LinkedIn, porém exclusivo para universitários da
plataforma. Batizado de Passei Direto Jobs, o canal também foi
concebido por uma demanda do próprio mercado, já que muitas empresas
buscavam a base de usuários da start-up para preencher vagas de estágio.
A ideia é destacar os alunos com maior potencial para as
empresas que eles sonham em trabalhar. Grandes empresas de recursos
humanos já utilizam a ferramenta, que segundo sua assessoria de
imprensa, já conseguiu oferecer a mais de 200.000 alunos processos
seletivos das empresas cadastradas.
Ainda no início de outubro, a start-up divulgou os
resultados de uma pesquisa encomendada sobre o comportamento de jovens
universitários e sua relação com o uso de smartphones. Ao todo, mais de
dois mil universitários do norte ao sul do país, foram consultados.
Segundo o estudo, 94,5% dos estudantes têm acesso à internet por celular
e somente 5,2% deles não possuem smartphone. Os números endossam uma
expectativa e uma meta para a Passei Direto: fortalecer e ampliar o uso
da plataforma, disponível também em aplicativo para Android e iOS, em
dispositivos móveis. Segundo a empresa, a expectativa é atingir os 3
milhões de usuários até dezembro de 2014.
Via: IDGNow
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