Assim como a Apple, o Google decidiu que não mais irá facilitar a
vida do governo ao ceder dados sigilosos de seus usuários mediante
solicitações legais. A partir da próxima versão do robozinho, a
encriptação de dados passará a ser ativada por padrão no momento em que o
gadget é ligado pela primeira vez, deixando se ser um recurso opcional.
A medida visa principalmente evitar que o Google ceda à pressão das
autoridades, que muitas vezes fazem requisições de dados de usuários de
forma muito ampla e extremamente vaga. A justiça geralmente solicita à
Mountain View que repasse informações de toda a atividade do usuário em
todos os seus serviços, algo que o Google – diz que – considera deveras
questionável. Claro, em tempos de PRISM, Edward Snowden e cia., qualquer
medida que vise agradar o usuário frente aos recentes escândalos de
segurança é um ponto positivo.
Essa é a forma que as empresas de
tecnologia norte-americanas encontraram para resistir às solicitações
indevidas de dados dos usuários realizadas pela justiça do país.
Recentemente o Google divulgou um vídeo, onde ela detalha de forma
bem humorada como analisa os mandados de solicitação de dados:
Ao introduzir a criptografia por padrão em cada novo Android por
padrão a partir da próxima versão do sistema móvel, o Google assim como a
Apple se livra do problema e joga na mão do usuário a responsabilidade
sobre seus dados, já que ambas empresas alegam que a criptografia é tão
segura que não possuem meios de sobrepor a senha configurada. Entretanto
há problemas: o iOS 8 entregará a criptografia padrão em absolutamente
todos os dispositivos que rodem o sistema, novos ou velhos.
Já o Google não possui essa vantagem devido a fragmentação do
Android: podem levar meses ou até mesmo anos para que todos os
dispositivos que circulam no mercado possuam criptografia ativada. De
qualquer forma é uma opção de segurança a mais para quem não quer ver
seus dados passeando pelas mãos de qualquer um, mesmo que esse seja a
justiça.
Via: Meiobit
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