Watch Dogs foi lançado nesta segunda-feira (26) e já está disponível para compra através da distribuidora NC Games, parceira da francesa Ubisoft.
A empresa, que existe desde 1994, está vendendo o jogo por R$ 199, um
preço salgado frente aos US$ 60 do game lá fora. Para nos contar
detalhes sobre a distribuição e sobre os problemas de tributos no
Brasil, a coluna Geração Gamer conversou com Nelson Hirano, diretor comercial da companhia. Confira.
Três meses de planejamento
Nelson
Hirano tem 39 anos, mas se considera um “jovem na crise dos 40″.
Começou a se interessar por videogames na época dos cartuchos da
Nintendo, entre os anos 80 e 90 (Nintendinho e Super NES). “Não me
considero um gamer fanático e hoje em dia brinco com minhas filhas, uma
de 23 anos e outra de 15. Mesmo não consumindo tanto, vejo este mundo
eletrônico cada vez mais cinematográfico”, opina.
Não
parece, mas vender jogos no Brasil é uma operação mais complexa do que
parece. Com experiência e parceria com a Ubisoft durante anos,
principalmente durante os lançamentos da franquia Assassin’s Creed,
a NC Games se preparou para este game. “Nossa distribuição está sendo
preparada desde fevereiro. Estamos há três meses planejando vender Watch Dogs. Como a produção do Xbox 360 e do PS3 é nacional, os jogos destes consoles chegam diretamente ao Brasil. Já as versões para PlayStation 4 e Xbox One
foram importadas junto com as de PC. Essa foi uma operação muito forte
entre a Ubisoft e a NC para disponibilizar um lançamento”, diz Nelson.
A
meta de entrega de Watch Dogs por parte da NC Games no Brasil é
ambiciosa, segundo Nelson Hirano. “Como somos parceiros exclusivos, este
é um título que nós conseguimos negociar com a Ubisoft. Para você ter
uma ideia, em relação às vendas do último Assassin’s Creed, nós
pretendemos expor Watch Dogs 50% a mais. Ele estará em todos os nossos
pontos de venda, em diversas cidades brasileiras com acesso aos
videogames. Para as localidades sem lojas, as pessoas poderão comprar
pela internet com entregas previstas de dois até três dias”, explica.
Esquema de segurança para um jogo de hackers
O jogo coloca você na pele de Aiden Pearce, um ex-criminoso e hacker muito habilidoso que interage com um mundo aberto à la GTA.
Você pode usar essas habilidades para para obter informações sobre
pessoas com seu celular e consequentemente ir atrás de vingança. O
irônico é que justamente um game com um protagonista hacker teve um
procedimento bem rigoroso de combate à pirataria.
Nelson nos
disse: “Nós da NC Games tivemos um cuidado grande com a distribuição de
Watch Dogs antes do lançamento. Tentamos ao máximo evitar o vazamento
para hackers, monitorando as redes sociais atrás de quem faz
pirataria, 24 horas por dia. Mesmo assim, teve gente que conseguiu o
produto antes do tempo e conseguiu até postar no YouTube”.
O tal do “Jogo Justo” e o preço de Watch Dogs
“A
NC Gamer participou a campanha Jogo Justo para conseguir descontos no
preço dos videogames. Nós ainda defendemos combate aos tributos no
Brasil, revertendo em benefícios para economia como um todo. Hoje em
dia, o governo está entendendo aos poucos a importância dos jogos na
sociedade. Watch Dogs é um dos títulos mais importantes no mercado em
nosso catálogo”, ressalta Nelson Hirano.
A campanha Jogo
Justo foi idealizada por Moacyr Alves, idealizador da Associação
Comercial, Industrial dos Jogos Eletrônicos do Brasil (ACIGAMES). Embora
todas as pessoas envolvidas de fato tenham investido no slogan, desde
2010 o Jogo Justo não afetou consistentemente o mercado de games
brasileiro. Recentemente, Moacyr participou de uma audiência pública em
Brasília. Mas nenhuma mudança significativa foi notada em nosso mercado.
Isso
se reflete no preço de Watch Dogs. No exterior, o jogo é encontrado por
US$ 60. No Brasil, o preço sobe para R$ 199. Com o dólar custando R$
2,24 no câmbio, o preço deveria ser R$ 134. Talvez ainda falte cortes
nos impostos ou um incentivo aos jogos no país, principalmente para
distribuidoras.
Nelson está otimista com seu próprio mercado.
“Hoje o jogador está mais exigente, cobrando jogo original, com
informações extras e toda a assistência técnica na pós-venda. Com este
cenário, e um preço mais compatível, podemos atingir futuras vitórias
comerciais. Estamos brigando com o mercado sujo da pirataria, além de
ainda existirem problemas de distribuição. A Sony e a Microsoft ainda
têm alguma dificuldade para chegar em alguns estados brasileiros, embora
o PlayStation 3 e o Xbox 360 estejam caindo de preço, tornando-se mais acessíveis”.
E o futuro dos videogames?
“Gostaria
de explorassem mais o conteúdo dos jogos, como é o caso do próprio
Watch Dogs, em que a pessoa pode controlar uma rede eletrônica e
manipular tudo. Ou o caso de Max Payne,
que traz o enredo do cara que teve a família morta e quer se vingar. A
realidade brasileira também renderia bons jogos no futuro próximo. E
isso ajudaria a nossa população”, finaliza Nelson Hirano.
Via: techtudo
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