Cuba declarou ilegal o projeto dos Estados Unidos
para criar silenciosamente um serviço semelhante ao Twitter em Cuba para
promover a oposição política, dizendo que a iniciativa mostra como
Washington não abandonou sua campanha "subversiva" para minar o governo
da ilha.
O governo dos Estados Unidos admitiu na quinta-feira ter criado um
serviço semelhante ao Twitter em Cuba, em uma operação "discreta"
destinada a promover a democracia na ilha comunista, após a revelação do
projeto de 1,2 milhão de dólares em reportagem da agência de notícias
Associated Press.
O Ministério das Relações Exteriores de Cuba disse em um comunicado
divulgado na noite de quinta-feira que a história "mais uma vez
demonstrou que o governo dos Estados Unidos não desistiu de seus planos
subversivos contra Cuba, que procuram criar situações de
desestabilização no país, a fim de provocar mudanças em nossa ordem
política, (um objetivo) para o qual o governo dos Estados Unidos
continua a dedicar orçamentos de milhões de dólares todos os anos."
Citando o direito internacional e acordos da ONU, Cuba pediu aos
Estados Unidos para "cessar... as suas ações ilegais e secretas contra
Cuba, que são rejeitadas pelo povo cubano e pela opinião pública
internacional."
O programa foi executado pela agência norte-americana para o
desenvolvimento internacional, que normalmente oferece ajuda aos pobres
do mundo, e foi interrompido em 2012, segundo autoridades.
A porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Marie Harf
disse a jornalistas na quinta-feira que o programa não era "secreto",
chamando-o de um programa de "promoção da democracia" que criou uma
plataforma "semelhante ao Twitter". A plataforma foi criada por meio de
um financiamento de três anos, totalizando 1,2 milhão de dólares, e usou
funcionários terceirizados e bancos estrangeiros.
A reportagem da AP afirmou que o programa foi concebido para
contornar as rígidas proibições de Internet em Cuba, usando companhias
secretas financiadas por bancos estrangeiros. A reportagem também
informou que os EUA tiveram o cuidado de esconder os laços de Washington
com o projeto e usou empresas na Espanha e nas Ilhas Cayman para
ocultar o rastro do dinheiro.
A plataforma atraiu 40 mil usuários, que não sabiam que a rede de
comunicações havia sido elaborada por uma agência dos Estados Unidos com
a intenção de fomentar a dissidência política e também não sabiam que
suas informações pessoais estavam sendo coletadas, segundo a AP.
Via: INFO
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