A NetApp fez nove previsões sobre tendências que, na sua visão,
dominarão o cenário de tecnologia nos próximos doze meses. As projeções
são do CTO da empresa, Jay Kidd e Marcos Café, Gerente Geral no Brasil,
as analisou sob o ponto de vista do mercado brasileiro. Os tópicos
envolvem a adoção de nuvens híbridas, Flash, storage definido por
software, Big Data, entre outros.
1. Nuvens híbridas se tornam dominantes para TI corporativa
O sentimento de apreensão dos CIOs quanto à migração de
dados para a nuvem será superado à medida que as empresas perceberem que
o modelo de nuvem híbrida é necessário para dar suporte a seus
portfólios de aplicações. Os CIOs organizarão as aplicações de acordo
com:
- as que necessitam de controle total (nuvens privadas alocadas internamente);
- as que necessitam de controle parcial (em nuvens públicas corporativas);
- cargas de trabalho transitórias (em nuvens em hiperescala públicas)
- e as que são contratadas pontualmente como serviço (SaaS).
A equipe de TI atuará como agente intermediador nesta cadeia de
modelos de nuvens diversos. Isso também irá revelar a necessidade de
movimentar facilmente os dados entre as nuvens e de proporcionar
serviços de storage consistentes para os diferentes modelos de nuvem.
No Brasil: A computação em nuvem também deve crescer
no País, porém em estágio anterior ao observado em outros mercados.
Para Marcos Café, Gerente Geral da NetApp no Brasil, o mercado
brasileiro ainda tem dúvidas quanto à segurança da migração de dados
para a nuvem. Em 2014, os clientes locais optarão inicialmente por
nuvens privadas. A adoção de nuvens híbridas deve acontecer em estágio
mais avançado no mercado nacional. Para Café, 2014 será o ano em que os
clientes definirão quais informações são elegíveis para migrar para
nuvens privadas.
2. A competição começa a se acirrar para as startups de Flash
O mercado de Flash verá crescimento maior conforme as
grandes empresas de storage validarem esta tendência tecnológica. A
disputa entre os grandes players tradicionais do mercado e empresas
novas focadas em Flash será vencida por quem melhor proporcionar aos
clientes o nível certo de performance, confiabilidade e escalabilidade
para necessidades e cargas de trabalho específicas. O crescimento em
mercados internacionais será conduzido pelos principais players que
tenham a habilidade de entregar e dar suporte a produtos globalmente.
No Brasil: O movimento também será observado no
cenário local, porém em menor intensidade do que no mercado norte
americano, onde surge a maioria das empresas do setor. Alguns novos
players podem entrar no nosso mercado para atender demandas com grandes
volumes de dados que exijam tempos de resposta rápidos, mas, na visão de
Café, não haverá espaço para todos. Isso porque, segundo o executivo,
não bastar oferecer bons produtos com preços vantajosos. Além disso, é
primordial disponibilizar suporte de qualidade no País, uma
infraestrutura que nem todos os players têm condições de oferecer. As
empresas de TI com presença sólida no Brasil têm mais condições de
prover um serviço de qualidade neste quesito.
3. Se você trabalha com TI, você é um prestador de serviços
À medida que os CIOs migrarem para um portfólio de serviços
de nuvem, eles olharão para sua infraestrutura de TI interna como mais
uma opção de serviço. Todos os recursos de TI de uma empresa serão
considerados parte de uma “nuvem privada” e as expectativas de
capacidade de resposta, competitividade de custos e SLAs (service-level
agreements) serão comparados a opções de nuvem externas.
No Brasil: Para Café, a mesma tendência terá força
no Brasil em 2014. A nova postura, que leva os CIOs a atuarem como
provedores de serviços, fomenta a busca por serviços confiáveis e com
boa relação custo-benefício, o que exige também uma gestão de
fornecedores sofisticada. O Brasil está preparado para lidar com esta
nova postura, na visão do executivo.
4. O conceito de Software Defined Storage se consolida como realidade
Conforme a visão de Software Defined Datacenter ganha mais
aceitação, fica mais claro o caminho evolutivo dos componentes que
formam a infraestrutura do datacenter. O controle de software baseado em
regras específicas será consolidado e se sobressairá em relação aos
componentes de infraestrutura tradicionais.
Versões virtuais de componentes de infraestrutura – controladores de
storage e rede – se tornarão mais comuns. Os componentes virtuais mais
valiosos serão aqueles que se integrem harmoniosamente com sistemas
físicos de storage e rede existentes e que podem ofertar recursos e
serviços compatíveis com aqueles oferecidos pelos controladores físicos
tradicionais.
No Brasil: Para Café, apesar de “definido por
software” ser considerado por alguns um jargão da moda, o conceito já
vem sendo praticado por empresas como a NetApp há vários anos. O
executivo acredita que 2014 marcará o início da assimilação do conceito
por parte dos clientes, o que deve auxiliar no posicionamento dos
produtos da empresa.
5. Máquinas virtuais de storage permitem mobilidade de dados e agilidade de aplicações
Assim como máquinas virtuais permitiram rodar aplicações
entre servidores físicos, as máquinas virtuais de storage vão liberar
dados físicos específicos, simplificando a migração de cargas de
trabalho entre clusters de storage e viabilizando clusters de
armazenamento altamente disponíveis.
No Brasil: As grandes organizações alinhadas com o
conceito de prestadores de serviços em TI vêm adotando cada vez mais
este tipo de tecnologia. A NetApp está em discussões com empresas que
possuem mais de um data center e têm necessidade de mobilidade de dados e
algumas delas já devem adotar as máquinas virtuais de storage em 2014. O
crescimento, segundo executivo, deve alavancar o uso do sistema
operacional Clustered Data Ontap no País.
6. OpenStack sobrevive aos modismos e vai além de early adopters
O OpenStack continuará a ganhar espaço em 2014, tornando-se
a alternativa aberta para produtos comerciais para orquestração de
datacenters. Conforme o OpenStack passa a ser mais “produto” do que
“projeto”, mais empresas e prestadores de serviços adotarão o software. O
OpenStack se transformará na tecnologia de open-source corporativa mais
bem sucedida desde o Linux.
No Brasil: Café explica que a adoção do OpenStack no
País está diretamente ligada ao ritmo de adoção da computação em nuvem.
Conforme as empresas migrarem seus dados para nuvens privadas,
automaticamente serão adotadas plataformas abertas de orquestração,
impulsionadas pelo grande apelo que open source tem no mercado
brasileiro.
7. Adoção de 40Gb E deslancha em Data Centers
A adoção da próxima evolução do padrão Ethernet, o 40Gb,
começará a aumentar focada em data centers. Bandas largas mais potentes
permitem que conjuntos de dados maiores se movam mais rápido e com mais
facilidade, o que, consequentemente, encoraja o crescimento da geração
de dados.
8. Big Data evolui de análise de dados existentes para coleta de novos dados
Após as empresas extraírem valor de análises de dados
existentes, elas passarão a coletar dados adicionais que aprofundarão
sua compreensão a respeito do negócio. Novos dispositivos surgirão para
colher mais dados sobre o comportamento dos consumidores, processos
industriais e fenômenos naturais. Essas fontes de dados serão usadas por
ferramentas de análise existentes para melhorar o conhecimento das
companhias e darão origem a novas aplicações analíticas totalmente
novas.
No Brasil: O País deve experimentar o uso de novas
ferramentas e tecnologias de análise de dados. Para Café, a coleta de
dados por meio de novos métodos de fontes menos tradicionais de busca
deve identificar um volume de dados expressivamente maior e mais
variado, viabilizando análises mais sofisticadas para empresas de
diversos setores.
9. Storage em clusters, Infraestrutura Convergente, Object Storage e Bases de Dados In-Memory continuam a ganhar espaço
Diversas
tendências tecnológicas que se destacaram em 2013 continuarão a
crescer. A adoção de storage em clusters será acelerada. A
infraestrutura convergente se tornará a peça mais atraente na
infraestrutura dos datacenters. O conceito de Object Storage crescerá à
medida que aplicações que rentabilizam vastas capacidades de dados
“objetos” ganharem impulso. E as bases de dados in-memory, puxadas pela
popularidade do SAP Hana, entrarão no mercado “mainstream”.
No Brasil: Sem dúvida, o País viverá crescimento
significativo do uso de storage em clusters, de acordo com Café. Grande
parte dos clientes novos da NetApp já inicia suas infraestruturas de
armazenamento de dados com clusters. O executivo também aponta um
interesse cada vez maior por infraestruturas convergentes no mercado
nacional em 2014, assim como pelas Bases de Dados In-Memory. Object
Storage, por outro lado, deve permanecer em estágio inicial no País,
sendo adotado por segmentos específicos com uso intensivo de arquivos de
imagem, como os mercados de internet e saúde.
Via: CIO
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