A Hi que pretente "mapear o mundo com a
narrativa", unindo o melhor do Instagram com o melhor do Twitter.
Atualmente é aberta somente para convidados.
As redes sociais estão se tornando muito comuns. A maioria são
infinitas variações do mesmo tema de compartilhamento social, e poucas
são interessantes. Mas a "Hi" é diferente. Como define a startup Mad
Libs, "é tipo uma Airbnb só que com barcos" ou "é como se fosse um
Twitter para gatos". A Hi é como o Instagram para escritores.
A Hi combina a composição de fotografias que fez o Instagram ser tão
popular com ambas as opções: de legendas curtas - o que o site chama de
"sketch" (ou esboço, em tradução livre) - ou de "mergulhar
profundamente" em uma história por trás da imagem.
Você pode rapidamente enviar um sketch e retornar a ele
posteriormente para editá-lo (lê-se expandi-lo), fazendo com que a seu
descrição de 100 palavras se transforme em uma conto, ou um poema épico.
Isso não é o LiveJournal ou outro serviço de microbbloging que os
adolescentes tanto gostam. Os usuários da Hi são pessoas introspectivas
com coisas bonitas para dizer sobre suas cidades.
Pegando o espírito da coisa
Localização é a chave para a Hi, que afirma ter como missão "ter a
narrativa para mapear o mundo". A rede cresceu para além da sua base em
Tóquio, no jornal literário chamado de Hitotoki.
Os cofundadores da Hi, o ex-designer de produtos da Flipboard Craig
Mod e o designer Chris Palmieri, pegaram a revista digital (que coletou
histórias curtas sobre Tóquio) e a transformaram na Hi - que é projetada
para coletar histórias do mundo todo.
"Grandes cidades são definidas por um entrelaçamento de perspectivas e
experiência de algumas pessoas que viveram lá há décadas e outras que
acabaram de chegar", diz Palmieri. "Esperamos capturar uma mistura
sólida disso com a Hi".
A rede social foi lançada em 17 de julho, mas já possui usuários de
mais de 600 cidades mundo afora. O site atualmente é apenas para
convidados, afim de manter conteúdo de alta-qualidade no fluxo (e para
prevenir que os servidores da companhia fiquem sobrecarregados, disse
Mod).
| Procure "esboços" ou faça o seu por meio do site móvel da Hi |
Aplicativos de smartphones estão sendo desenvolvidos, mas por
enquanto os usuários estão salvando a home do site móvel em sua tela
inicial para fazer upload de fotos rapidamente.
A equipe da Hi espera que tags específicas de localização de imagens
(que também incluem informações sobre o tempo) capturarem e classifiquem
momentos de grandes eventos. Em relação a isso, a Hi é literalmente
como "um filhote" do Instagram, Twitter e Storify.
Um escritor enviou uma foto de uma festa de rua em Abdeen, no Egito,
para comemorar a vida de um amigo morto no ano passado nos confrontos
da Praça Tahrir. "A rua, palco de tantos confrontos com a polícia, agora
com todos esses incríveis murais e grafites, faz sentir acolhedor e
aconchegante", escreveu ele. "No final da noite, alguém trouxe um bolo."
O momento Abdeen - um simples cenário com grandes implicações,
capturado e compartilhado na Hi - é exatamente o que Mod e Palmieri
querem.
Há também um astronauta que recentemente se juntou à rede. "Esperamos
ver algumas meditações sobre a vida na ISS [Estação Espacial
Internacional] em algum momento", diz Mod.
A próxima fase
Procurar ou enviar esboços por meio do site móvel da Hi. Ativistas e
astronautas à parte, os usuários da rede são pessoas comuns que usam a
plataforma para fazer upload de fotos de São Francisco, Tóquio e Dublin,
com pensamentos sobre seus dias, suas carreiras e suas vidas.
Se você quiser saber mais sobre um sketch ou uma fotografia, você
pode pedir ao usuário para "estender o momento" (“extend the moment”),
para escrever mais.
A Hi tem grandes planos. Aplicativos e mais ferramentas sociais estão
chegando. Atualmente, os usuários podem criar perfis com informações
básicas, como bio e sua localização, mas eles não podem adicionar amigos
ou seguir outras pessoas - se deparando aleatoriamente com esboços de
outros usuários. Mas tudo isso pode mudar em breve.
A intenção de Mod e Palmieri é manter a Hi somente para convidados
apenas até "entender exatamente como a plataforma será utilizada e como
ela será capaz de testar os principais novos recursos, e se a comunidade
tende resistir a uma abertura pública", diz Mod.
Imagine isso: uma rede social com uma estratégia. A Hi só pode ter um futuro brilhante.
Via: IDGNow
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