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As memórias RAM são responsáveis por armazenar as informações que estão
em uso no computador, fazendo com que o acesso aos dados seja mais
rápido. Trocando em miúdos, quando você abre um programa qualquer, ele
"escreve" nos pentes de memória RAM as informações necessárias para que a
operação seja mais rápida. O programa pode, a partir daí, "ler" essas
informações. Teoricamente, a mesma coisa poderia ser feita com o disco
rígido, o HD. Porém, a velocidade seria muito menor, e os programas (e o
desempenho do computador como um todo) seriam bem menos produtivos.
Uma rápida olhada na história
As
memórias RAM atuais mais modernas são do tipo DIMM SDRAM DDR 3. Para
traduzir a sigla, vale a pena dar uma olhada numa breve história das
memórias. Os primeiros modelos de memória RAM apareceram ainda na década
de 50. RAM quer dizer Random Access Memory, ou memória de acesso
aleatório. Nos anos 70 elas começaram a se tornar populares, equipando
os primeiros computadores pessoais. Naquela época, as memórias usavam um
padrão chamado SIMM (single in-line memory module). A única diferença
entre o padrão SIMM e o DIMM (double in-line memory module) atual é que,
nos pentes mais antigos, havia chips de memória apenas de um dos lados
do pente, como o nome indica: single, único. Atualmente, há chips dos
dois lados, novamente como o nome indica: double, duplo.
A
segunda sigla, SDRAM, tem a ver com a frequência com que as informações
são transmitidas pelas memórias para o processador do computador. A
sigla significa Synchronous Dynamic Random Access Memory, ou memória de
acesso aleatório síncrono e dinâmico. Traduzindo. O acesso é aleatório
porque o computador pode ter acesso a qualquer informação que esteja
gravada na memória diretamente, sem precisar seguir uma sequência. E ele
é síncrono porque a memória trabalha na mesma frequência do
processador. Ou seja, pulsos elétricos gerados com a mesma frequência
usada pelo processador fazem com que as memórias trabalhem
sincronizadamente com o outros componentes do micro, tornando a operação
mais eficiente.
A evolução
A eficiência
da memória RAM está ligada à quantidade de dados que ela consegue enviar
para o processador: quanto mais dados, num menor espaço de tempo,
melhor. Essa velocidade tem a ver com a frequência (quanto maior a
frequência, mas vezes a memória está enviando dados), e tem a ver com
largura de banda - ou seja, quantos dados é possível transmitir de uma
só vez. Daí a sigla DDR - double data rate, ou dupla taxa de
transferência. Quando o padrão DDR surgiu ele fez exatamente isso,
dobrou a taxa de transferência de dados de então. Depois do DDR, vieram o
DDR 2 e o atual DDR 3 - cada número indica que houve a multiplicação
por dois da taxa de transferência em relação à geração anterior. Memória
com padrão DDR 4 já estão prontas para chegar ao mercado, e devem
aparecer nos computadores no ano que vem.
Dual Channel
Apesar
da evolução do padrão DDR, as memórias ainda não conseguem atingir a
mesma velocidade do processador. Para tentar diminuir essa distância os
computadores mais modernos lançam mão do recurso Dual Channel, ou canal
duplo. A ideia é relativamente simples. Sempre trabalhando com número
par de pentes, é possível dobrar a taxa de transmissão de dados,
agrupando os bits que são transmitidos de cada vez. Ou seja: se você tem
um computador com quatro pentes de memória, por exemplo, o controlador
organiza a atividade das memórias para que as informações de dois pentes
sejam transmitidas de uma só vez para o resto do computador, enquanto
os outros dois pentes estão recebendo informações que vêm da máquina.
Com isso, é possível dobrar a capacidade dos pentes. Por isso é
importante que os pentes sejam idênticos. Já há placas que trabalha com
Triple Channel, ou canal triplo. Nesse caso, sempre são necessários
múltiplos de 3 para os pentes de memória. São máquinas que trabalham com
3, 6 ou 9 slots, por exemplo.
Via: Olhar Digital
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