Oficiais do governo do Paquistão informaram nesta semana o bloqueio de cerca de 20 mil sites, incluindo o YouTube, por hospedarem o que consideram ser material “discutível”, segundo informações do Mashable.
A polêmica maior aconteceu por causa do vídeo “Innocence of Muslims”, acusado de ser anti-islâmico, e que o Google se recusou a retirar do YouTube – a gigante de buscas, no entanto, tomou a medida em outros países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Líbia, e Egito.
“Nós bloqueamos 20 mil sites e blogs questionáveis desde que o filme blasfemo surgiu na Internet”, disse um oficial do governo local em anonimato. “A PTA (Autoridade Paquistanesa de Telecomunicações) bloqueou não apenas sites trazendo o filme, como também milhares de outros com material censurável.”
Apesar de afirmar que o governo pode retirar em breve o bloqueio de muitos dos sites em questão, ele admitiu que é improvável a liberação do YouTube no futuro próximo. “O bloqueio do YouTube continuará enquanto o site não remover o vídeo blasfemo”, disse o oficial. “O Paquistão não pode se arriscar a retirar o bloqueio uma vez que as pessoas não estão preparadas para aceitar esse filme.”
O Paquistão anunciou o bloqueio ao YouTube em 17 de setembro. No entanto, na época o país não citou a proibição de acesso a esses outros milhares de páginas.
O país possui um histórico de bloqueios a redes sociais, como Facebook e Twitter, por questões religiosas.
Via: IDG Now
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