Vendo
a popularização dos dispositivos móveis, a Microsoft decidiu adotar uma
estratégia arriscada no Windows 8, essencialmente transformando o
sistema em um sistema operacional para tablets, relegando os usuários de
PCs ao segundo plano. Com isso, a empresa está arriscando seu principal
nicho de mercado em troca de uma oportunidade de entrar na briga pelos
tablets.
Até
o momento, a estratégia parece estar funcionando, já que mesmo antes de
ser lançado, o Windows 8 está recebendo reviews em geral positivos
(muito melhores que os do Vista, por exemplo), e já está atraindo o
interesse de vários fabricantes. Entretanto, um detalhe na estratégia da
Microsoft pode complicar bastante a adoção do sistema: o preço.
Os
fabricantes estão acostumados a pagar valores na casa dos US$ 50 por
máquinas pelo uso do Windows, um valor que não mudou muito desde a época
em que os PCs custavam US$ 4000. O grande problema é que hoje em dia os
PCs e notebooks custam muito menos que isso (alguns netbooks já chegam a
ser vendidos abaixo da casa dos US$ 200 nos EUA) o que faz com que o
custo do sistema operacional represente uma fatia cada vez maior do
bolo, elevando os preços e espremendo as margens de lucro dos
fabricantes. Em outras palavras, mesmo as atuais licenças de US$ 50 já
são consideradas muito caras.
Entretanto, a Microsoft acabou de confirmar a que as licenças da nova versão do Windows serão ainda mais caras, com o Windows 8 custando de US$ 60 a 80, o Windows 8 Pro de US$ 80 a US$ 100 e o Windows RT de US$ 50 a US$ 65.
Estes
preços devem afetar bastante a competitividade de dispositivos com o
sistema da Microsoft, já que além de já inicialmente alto, o valor do
sistema tende a aumentar ainda mais até chegar ao consumidor final,
conforme são incluídos o lucro do fabricante, lucro do revendedor,
impostos e etc. No final, tablets com o Windows 8 podem acabar custando
até R$ 600 a mais (em alguns casos) que tablets similares rodando o
Android ou Linux.
Considerando
que praticamente todos os outros sistemas disponíveis no mercado são
gratuitos (ou quase isso), incluindo o Android, Ubuntu, Tizen e até
mesmo o iOS (já que a Apple não precisa pagar por cada cópia do sistema
vendida, arcando apenas com o desenvolvimento do sistema), a Microsoft
vai ter que se esforçar bastante para conseguir vencer essa briga.
Via: Hardware
Nenhum comentário:
Postar um comentário