Desde
quando foi anunciado todo mundo achou bem estranho o nome Boot to
Gecko. Felizmente, como era de se esperar, esse era apenas um nome
técnico. Gecko é o motor de renderização e interpretação dos códigos das
páginas da web da Mozilla (usado no Firefox). O Boot to Gecko indica um
sistema em que, assim que iniciado, o único componente disponível aos
apps e ao usuário é o Gecko. Tudo roda nele, e tudo é feito com HTML,
CSS e Javascript. A essência continua a mesma, mas o nome final ficou
bem melhor: Firefox OS. Apesar do ceticismo quanto ao
desempenho e recursos, pelo menos a marca já tem credibilidade, o que
pode favorecer os aparelhos com ele no começo.
Num novo post no blog da Mozilla foram detalhados mais alguns planos para o sistema. O Brasil deverá ser um dos primeiros a receber aparelhos com ele por meio da Telefonica/Vivo, mas agora há novos parceiros, incluindo operadoras em mais países.
Entre
as operadoras ao redor do mundo estão Deutsche Telekom, Etisalat,
Smart, Sprint, Telecom Italia, Telefónica (Vivo no Brasil) e Telenor. Os
dois primeiros fabricantes serão a Alcatel e ZTE. Essas marcas ficam
longe dos aparelhos top de linha mas já têm uma boa experiência em
aparelhos mais baratos com Android.
A
ideia do B2G, agora Firefox OS, é que os apps sejam simples web apps.
Para isso a Mozilla desenvolveu uma série de APIs e pretende torná-las
padrões pelo W3C, junto com outras que já vinham sendo desenvolvidas
para o HTML 5 e CSS 3. Um "app" para o Firefox OS é um app web normal,
que poderá rodar também no Firefox nos desktops e potencialmente em
outros navegadores.
A
dúvida que fica é a experiência final: valerá a pena? Estima-se que os
aparelhos custarão na faixa dos US$ 300 ou um pouco menos, o que não
seria nada agradável em valores por aqui no Brasil, visto que há
(relativamente) bons aparelhos com Android por menos de R$ 400,
atendendo perfeitamente ao nicho a que se propõem. A entrada do Firefox
OS deixa dúvidas diversas no ar.
A
princípio não dá para esperar um desempenho competitivo perto dos apps
nativos para iOS ou Andoid (especialmente jogos), mas de qualquer forma
serão aparelhos de baixo custo... Com certeza serão melhores do que os
feature phones, pelo menos a experiência de acesso à web será bem
próxima do que se espera de um smartphone. Agora na qualidade dos apps
mesmo, só vendo.
Via: Hardware
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