quinta-feira, 31 de maio de 2012

Galaxy Player 4.2: Um Android sem celular, ou um mini-tablet?

Embora os smartphones sejam de longe os mais comuns, ainda exite um grande mercado para dispositivos compactos de navegação e visualização de mídia, como comprovam as vendas do iPod Touch. A grande questão é que este é um mercado que tem ficado esquecido, dada a predileção dos fabricantes pelos smartphones, que é onde está a maior parte das vendas.

A Samsung é uma das poucas que está atacando este mercado, com os aparelhos da linha Galaxy Player (ou Galaxy Wi-Fi como são chamados no Brasil) que oferece aparelhos com telas de 3.6" a 5" que oferecem uma opção de baixo custo aos smartphones com o Android, que basicamente fazem tudo o que eles fazem, porém dispensam a rede celular, navegando apenas através do Wi-Fi. Para quem tem sempre uma rede por perto, tanto em casa quanto no trabalho eles podem ser uma opção, já que além do custo de entrada mais baixo eles não trazem o custo mensal do plano de dados, e você sempre pode fazer e receber chamadas usando o Skype ou um serviço SIP, com um celular barato para chamadas de voz e acesso de emergência.

O mais recente integrante da família é o Galaxy Player 4.2, que oferece uma tela de LCD IPS de 4.2" e 800x480, um processador Cortex A8 single-core de 1.0 GHz, com 512 MB de RAM e 8 GB de Flash, uma configuração bastante similar à do Galaxy S original, bem como à do atual Galaxy S II Lite, que é uma variação dele.


O preço de lançamento dele nos EUA é de US$ 200, o que sugere um preço de lançamento na casa dos US$ 550 a 600 no Brasil. Em resumo, a falta do suporte a dados e ligações faz com que você economize R$ 400 em relação ao que pagaria em um Galaxy S II lite, que é o modelo mais próximo dentro da linha de smartphones.

A tela LCD é baseada no velho sistema IPS, que é o padrão atualmente nas telas de smartphones. É competitiva em relação às telas LCD de outros aparelhos, com uma boa nitidez e bons ângulos de visão, embora não tenha como concorrer com as cores de uma tela AMOLED. Por oferecer pixels RGB, ela é mais nítida que a tela pentile do Galaxy S original, embora perca para a tela também RGB do Galaxy S II.

O quesito em que ele realmente perde é a câmera, já que a Samsung economizou cada centavo que podia, usando um sensor de 2 MP de foco fixo, que não vai servir para nada além de fotos casuais. Ele inclui também uma câmera VGA frontal para video-conferências.

Uma pequena vantagem é o fato de ele incluir dois speakers frontais, que resulta em um som bem mais nítido e mais alto que os speakers mono traseiros tipicamente usados nos aparelhos da Samsung. O fato de ele não usar a rede celular também ajuda na autonomia, que fica na casa dos dois a três dias de uso moderado, bem superior à grande maioria dos smartphones com o Android.
 
Via: Hardware

Nenhum comentário:

Postar um comentário