Riscos e quebras são um problema frequente em gadgets e outros
produtos feitos de material plástico, já que o plástico e a maioria dos
polímeros usados não são materiais particularmente duros, o que abre as
portas para todo tipo de risco e danos durante o uso. Normalmente, o
usuário precisa se conformar com a degradação estética, ou substituir a
tampa, ou o corpo do aparelho (hoje em dia existe todo um mercado de
carcaças para "reformar" diferentes aparelhos, trocando toda a parte
externa e deixando-os com ar de novos). Entretanto, no que depender de
um grupo de cientistas da Universidade do Mississippi, no futuro eles
poderão ser restaurados com um simples banho de sol:
A tecnologia foi demonstrada na reunião anual da American Chemistry Society.
O novo material, inspirado no processo de regeneração da pele humana,
inclui uma espécie de resina semi-líquida na composição, que faz com que
o plástico "sangre" (ficando avermelhado na zona avariada) e se
regenere sozinho ao ser exposto à luz do sol ou a outra fonte de calor.
Você pode imaginar que assim como qualquer plástico, o material é
composto por longas cadeias de moléculas que formam a estrutura do
material. A nova resina fica misturada nesta cadeia, oferecendo um ponto
de solidificação diferente. À temperatura ambiente a resina é sólida e o
plástico se comporta como qualquer outro, recebendo riscos e avarias.
O
pulo do gato está no fato de que a resina se torna parcialmente pastosa
quando aquecida, permitindo que a estrutura se regenere e a resina
volte a se espalhar uniformemente, proporcionando uma regeneração quase
completa.
O estudo foi financiado pelo Departamento de Defesa dos EUA, que
pretende usar a tecnologia em armas e outros equipamentos militares que
possam ser reparados apenas por serem expostos ao sol. Entretanto, esta é
uma tecnologia que deve ser rapidamente adotada pela indústria, para
oferecer gadgets capazes de se regenerarem sozinhos. É um sozinho que
pode estar prestes a se realizar.
Via: Hardware
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