Entretanto, não é no mercado doméstico que a grande maioria dos fabricantes de watercoolers estão ganhando dinheiro, mas sim nos servidores, onde o uso de watercoolers vem crescendo rapidamente, como uma forma de combater o crescente problema da dissipação térmica de muitos processadores juntos em gabinetes apertados. Em alguns casos, o uso pode até resultar em redução no consumo elétrico e uma economia a longo prazo (mais sobre isso a seguir).
Sobre a questão da passível economia no consumo elétrico que citei a pouco, a teoria é que com uma temperatura mais baixa de operação, os três tipos de power leakage do processador (junction, gate, e o subthreshold) são reduzidos. Em um PC doméstico essa redução provavelmente seria usada para simplesmente aumentar o overclock, mas em um servidor, onde o processador continuará operando na mesma frequência, a redução se traduz em uma redução direta do consumo, que pode ser acentuada por uma redução na tensão. Um exemplo prático desse tipo de economia é o Riken K, um supercomputador baseado em 68.544 processadores SPARC64 VIIIfx. Por utilizarem um sistema baseado em watercoolers, os projetistas conseguiram reduzir a temperatura de operação dos processadores de 85°C para apenas 30°C, o que resultou em uma economia de 7 watts por chip (uma redução de cerca de 12%), resultando em uma economia de 480 kWh por hora de operação. Se tomarmos por base o preço da eletricidade no Brasil, isso representaria uma economia de quase 180 mil reais por mês.
Fonte: www.hardware.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário