Prevendo tempos difíceis adiante, a AMD anunciou um plano de reestruturação, que incluirá a demissão de 1400 funcionários (mais de 10% da força de trabalho da empresa) e outras medidas para cortar custos, que resultarão em uma economia anual de pouco mais de US$ 200 milhões anuais. O press release naturalmente coloca as mudanças de forma positiva, falando em "melhoria da competitividade" e "crescimento acelerado", mas a verdade é que a demissão de um percentual tão grande de funcionários (muito embora a maior parte deles do departamento de marketing) soa como uma estratégia arriscada, que terá consequências sobre o desenvolvimento de futuros produtos e sobre a moral da equipe.
Um novo anúncio será feito semana que vem, apresentando a nova estratégia da empresa para lidar de forma mais efetiva com o avanço da Intel. É esperado que daqui em diante a AMD passe a colocar mais ênfase em produtos destinados ao consumidor final, especialmente nas linhas de processadores de baixo consumo.
Nesse cenário, a arquitetura Bobcat, usado na plataforma Brazos (Zacate, Ontario, etc.) terá uma importância ainda maior do que o planejado anteriormente, sendo usados em netbooks, tablets e notebooks de baixo consumo. A AMD planeja também introduzir versões de mais baixo consumo do Brazos, destinadas a tablets e quem sabe até mesmo a smartphones. A má notícia é que a AMD continuará sem um processador capaz de competir com a Intel no high-end, pelo menos até o lançamento da família seguinte.
Fonte: www.hardware.com.br
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