sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Wikimedia nega pedidos de remoção de conteúdo recebidos em 2012/2013

O fotógrafo britânico David Slater pretende processar a Wikimedia Foundation, que mantém a enciclopédia virtual colaborativa Wikipedia, por ignorar o pedido de remoção da imagem do selfie de um macaco  que, em 2011, roubou sua câmara automática, em um parque nacional a norte de Sulawesi, na Indonésia e tirou uma série de fotos, incluindo alguns autoretratos.

A suposta selfie do macaco e a informação sobre uma base militar francesa foram alguns dos poucos pedidos de remoção de conteúdo da Wikipedia recebidos pela Wikimedia, de acordo com o primeiro relatório de transparência da fundação, divulgado nesta quarta-feira, 6/8.

O relatório abrange dois anos de solicitações de alteração ou remoção de conteúdos e de fornecimento de dados de usuários.

De acordo com a Wikimedia, apenas 14% de um total de 56 pedidos de dados de usuários foram deferidos. Alguns eram “excessivamente amplos, poucos claros, ou irrelevantes”, segundo o relatório. Muitas vezes, a organização também não tinha qualquer informação para dar. De acordo com o relatório, a Wikimedia recolhe poucas informações dos usuários que não sejam públicas.

A maioria dos pedidos foi feita a partir dos EUA (oito dos 21 pedidos foram concedidos). Todos os pedidos de outros países foram negados. Não houve nenhum pedido do Brasil.

Os tipos de solicitações de dados de usuário incluem pedidos informais, não-governamentais, pedidos informais do governo, intimações civis e intimações criminais.

Remoção de conteúdo
 
Dos 304 pedidos de remoção de conteúdo (nenhum deles do Brasil), nenhum foi concedido, garante a Wikimedia no seu blog. E, embora a quantidade de solicitações por direitos de autor tenha sido notavelmente baixa, o seu teor foi surpreendente, como no caso da selfie do macaco, publicada por jornais em todo o mundo e lançadas na Wikimedia Commons, uma base de dados contendo arquivos de mídia passíveis de utilização gratuita​.O fotógrafo alega que a viagem na qual a foto foi tirada foi cara e que, apesar da popularidade da imagem, não ganhou nenhum centavo com ela por conta da sua disponibilidade na Wikimedia.

Em Março de 2013, a organização defendeu também usuários da Wikipedia envolvidos na produção de um artigo da enciclopédia online sobre uma base militar francesa. A agência de inteligência francesa convocou um dos usuários, ameaçando-o com sanções penais severas se não usasse os direitos administrativos de que beneficia para eliminar as informações.

“A informação estava disponível ao público porque os militares tinham fornecido entrevistas em uma visita de repórteres à base”, considerou a Wikimedia.

A Wikimedia ressalta que a transparência é um princípio do movimento. "Qualquer um pode ver como um artigo da Wikipedia é criado e como ele evolui, e qualquer pessoa pode contribuir para o software que executa os projetos da Wikimedia", diz a fundação. E o relatório de transparência compartilhado nesta quarta-feira, 6/8, reforça seu compromisso com essa abertura.



Via: IDGNow

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