O idealismo e a conveniência por trás das moedas virtuais, como o
Bitcoin, estão em risco de ser prejudicados à medida que seu uso por
criminosos profissionais cresce a níveis inaceitáveis. É o que mostra
um de segurança McAfee.
relatório da empresa
A lista de problemas práticos e conceituais na
talvez não seja particularmente original - muitos críticos têm
identificado potenciais falhas em sistemas de moeda virtual, mas serve
como um lembrete da sua crescente importância para cibercriminosos.
visão da empresa
Moeda do cibercrimime
Apenas duas semanas atrás, o FBI fechou o site Silk Road, prendeu
o seu operador Ross William Ulbricht e apreendeu vários milhões de
dólares de Bitcoins - que supostamente estavam ligados à venda de
drogas.
E o que estava ruim, ficou ainda pior. A página também parecia estar
oferecendo outros serviços criminosos, tais como assassinos de aluguel,
tudo possível graças ao anonimato dos Bitcoins.
"Nós o incluímos [o exemplo assassino] para demonstrar que a
confiança na privacidade das moedas virtuais permitiu a venda de alguns
serviços assustadores", disseram os autores do estudo da McAfee.
Em outros lugares, como a McAfee também aponta, os usuários de
Internet estão agora sob ataque de botnets maliciosas que utilizam os
PCs das vítima para criar ou fazer a "mineração" da moeda.
O problema com este tipo de abuso é que, como demonstra a ,
o seu nível de crescimento está corroendo a questão filosófica do
Bitcoin, ou seja, que ele oferece uma rede independente do sistema
financeiro global ou de governos que o regulam.
Silk Road
"A proliferação das moedas digitais abastece a proliferação de
ferramentas e serviços necessários para o cibercrime. Estas, por sua
vez, ajudam a alimentar o crescimento do cibercrime, e outras formas de
corrupção digital", disse CTO EMEA da McAfee, Raj Samani.
"Além disso, os desafios que essas moedas enfrentam vão além de sua
propensão para o uso em lavagem de dinheiro - para ataques direcionados a
bolsas de valores e malwares desenvolvidos para atingir carteiras
digitais".
Federais podem intervir
A prova de que as moedas virtuais tornaram-se um mecanismo para o
crime online e físico possibilita a intervenção em larga escala pelos
governos.
Há vários precedentes para isso, disseram os autores do estudo,
incluindo o fim do e-gold e, mais recentemente, do Liberty Reserve -
ambos fechados pelas autoridades americanas por suas ligações com o
crime.
Na medida em que é um sistema sem atrito e aberto regido pela
matemática da taxa na qual novas moedas são criada, o Bitcoin pode não
ser tecnicamente fechado, mas o aviso é claro: os usuários legítimos (e
saliento que há muitos desses) estão assumindo um risco.
"As moedas virtuais não vai acabar. Apesar dos desafios colocados
pelos aparentes ataques DDoS, o uso dessas moedas para lavagem de
dinheiro e a facilitação para o cibercrime, as oportunidades também são
abundantes para usos legítimos. Ignorar esta oportunidade de mercado
provavelmente irá custar aos potenciais investidores legítimos receitas
significativas - mas falhar em enfrentar os potenciais riscos pode
custar muito mais", conclui o relatório.
Via: IDGNow
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