A Casa Branca disse nesta quinta-feira (1º) que está "extremamente
desapontada" com a decisão da Rússia de permitir que Edward Snowden
deixe o aeroporto de Moscou e ameaçou desmarcar um encontro de cúpula
entre os países.
"Vemos isso como um desenvolvimento infeliz e estamos extremamemnte desapontados por disso", disse o porta-voz Jay Carney.
Segundo a Casa Branca, a ação da Rússia em relação a Snowden "mina uma longa tradição de cooperação no cumprimento da lei".
Com isso, o governo dos EUA afirmou que, "à luz dos últimos fatos" está
reavaliando a utilidade" de um encontro de cúpula entre os presidentes
Barack Obama e Vladimir Putin, previsto para setembro. Os dois
mandatários têm agendada uma reunião à margem da cúpula do G20, que
acontecerá em São Petersburgo.
Conversações de alto nível agendadas para a próxima semana entre o
secretário de Estado norte-americano, John Kerry, o secretário de
Defesa, Chuck Hagel, e seus equivalentes russos também estão "no ar",
disse uma autoridade dos EUA à Reuters, falando sob condição de
anonimato.
Destino de Snowden
Snowden, procurado pelas autoridades dos EUA por ter divulgado segredos sobre os sistemas de monitoramento de telecomunicações do governo, obteve asilo provisório na Rússia nesta quinta, após quarenta dias em um "limbo" no aeroporto.
Snowden foi para local "seguro" e não revelado, segundo seu advogado russo.
Ainda não se sabe quais serão os seus próximos passos.
Em declaração por intermédio do WikiLeaks, Snowden agradeceu à Rússia pela decisão e criticou a maneira como o governo Obama vem tratando o seu caso.
"'Durante as oito últimas semanas vimos a administração Obama não
demonstrar respeito algum pelas leis internacionais e nacionais, mas, no
final das contas, a justiça ganhou. Agradeço à Rússia por ter me
concedido o asilo, de acordo com suas leis e suas obrigações
internacionais", disse Snowden.
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| O ex-consultor americano Edward Snowden (Foto: AFP) |
Via: G1

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